DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO – CONSOLIDADO​S
 

O ativo total consolidado posicionou-se em R$ 9,6 bilhões. Os ativos circulantes atingiram R$ 5,3 bilhões, 55,2% do ativo total, ante 54,8% no ano anterior. Os passivos de curto prazo somaram R$ 2,3 bilhões, 43,4% do ativo circulante, perante 48,4% em 2017.


As aplicações interfinanceiras de liquidez e em títulos e valores mobiliários alcançaram R$ 2,3 bilhões e são equivalentes a 24,0% do ativo total. Os títulos classificados na categoria títulos mantidos até o vencimento somam R$ 9,9 milhões (R$14,1 milhões, no consolidado), para os quais o Banco tem intenção e capacidade financeira de manter até o vencimento, nos termos da Circular Bacen 3.068/2001.


As operações de crédito posicionaram-se em R$ 5,6 bilhões, ante R$ 6,0 bilhões de dezembro de 2017. As operações classificadas nas faixas de menor risco de crédito, de “AA" até “C", representam 78,9% do total da carteira de crédito, ante 76,4% de dezembro de 2017. A provisão para risco de operações de crédito posicionou-se em 12,1%, ante 11,5% de dezembro do exercício anterior. Informações mais detalhadas poderão ser obtidas na nota explicativa nº 07. 

 
Captação de Recursos
 

Os recursos existentes foram captados tanto no mercado interno quanto no externo, perfazendo o montante de R$ 7,9 bilhões, dos quais R$ 6,2 bilhões são provenientes de depósitos a prazo.


Quanto aos recursos provenientes do exterior, R$ 540,9 milhões estão registrados como Dívida Subordinada (captados em 2010, com vencimento em 2020), dos quais R$ 80,2 milhões  utilizados na composição do Patrimônio de Referência Nível II para fins de níveis de capitalização, conforme permitido pela Resolução CMN nº 4.192/2013.  Em outubro de 2018, levando-se em consideração a existência de excesso de margem não utilizada de referida emissão externa para fins de enquadramento de limites operacionais, as condições vantajosas e  após autorização do Banco Central do Brasil, o Mercantil do Brasil lançou oferta de recompra parcial de referidos títulos  no montante de até US$ 50,0 milhões. A recompra alcançou US$ 20,8 milhões, em conformidade com os objetivos estratégicos da Instituição e com observância das normas que regem o assunto. Após a recompra, o saldo de principal dos títulos no exterior foi reduzido para US$ 134,5 milhões.


As captações através de Letras Financeiras alcançaram R$ 306,5 milhões, incluindo Letras Financeiras subordinadas contabilizadas na rubrica do Passivo “Instrumento de Dívida Elegíveis a Capital" de que trata a Resolução CMN nº 4.192/2013, no montante de R$ 285,7 milhões, com vencimentos no período de 2023 a 2025 e R$ 4,3 milhões como instrumento de dívida perpétua, elegível a capital complementar, Nível I de Patrimônio de Referência. Desse montante, R$ 256,7 milhões estão sendo utilizados na composição do Patrimônio de Referência Nível II, para fins de níveis de capitalização, conforme homologado pela Autoridade Monetária. 


 Dividendos, Patrimônio Líquido e Resultado

No exercício de 2018, foram declarados dividendos aos acionistas, na forma de Juros sobre o Capital Próprio, no valor de R$ 14,9 milhões, correspondente ao valor líquido de imposto de renda de R$ 12,7 milhões, cabendo às ações ordinárias R$ 0,046076 e às ações preferenciais R$ 0,564000 por ação, também líquidos do imposto de renda.

 

O Patrimônio Líquido posicionou-se em R$ 800,1 milhões. O Patrimônio Líquido Administrado é de R$ 845,0 milhões e o Patrimônio de Referência é de R$ 966,9 milhões. O Lucro Líquido alcançou R$ 53,4 milhões, ante R$ 26,2 milhões em 2017, crescimento de 103,8%.

 

As Receitas da Intermediação Financeira alcançaram R$ 2,3 bilhões, queda de 16,6% em relação ao ano anterior. Faz-se necessário ressaltar que em decorrência da deliberação estratégica de diminuição acentuada das operações de cessão de crédito, as receitas da espécie somaram R$ 93,1 milhões, ante R$ 328,3 milhões de 2017.


​As Despesas da Intermediação Financeira posicionaram-se em R$ 1,1 bilhão, queda de 24,8%. Representaram 48,3% das Receitas da Intermediação Financeira, ante 53,5% de 2017. Houve redução expressiva de 27,5% nas despesas com Operações de Captação no Mercado e de 60,4% nas despesas com Operações de Vendas ou Transferência de Ativos Financeiros.


As Despesas com Provisão para Risco de Operações de Crédito posicionaram-se em R$ 544,7 milhões, ante R$ 684,3 milhões em 2017, redução de 20,4%. Representaram 23,1% das Receitas da Intermediação Financeira, ante 24,2%  do exercício anterior.


O Resultado Bruto da Intermediação Financeira posicionou-se em R$ 1,2 bilhão, ante R$ 1,3 bilhão de 2017, representando 51,7% das Receitas da Intermediação Financeira, contra 46,5% de  2017, valendo destacar importante ganho de margem bruta nos últimos doze meses.


As Receitas de Prestação de Serviços alcançaram R$ 273,7 milhões, contra R$ 268,1 milhões de  2017, crescimento de R$ 5,6 milhões.


As Despesas de Pessoal posicionaram-se em R$ 403,6 milhões, perante R$ 410,8 milhões de 2017, queda de R$ 7,2 milhões nos últimos doze meses.


As Despesas Administrativas somam R$ 549,1 milhões, contra R$ 647,7 milhões de 2017, queda nominal de 15,2%, no período em que a inflação refletiu alta de 3,75% nos preços dos produtos e serviços na economia. Constata-se redução de custo nas rubricas de arrendamento de bens, materiais, manutenção e conservação de bens, serviços de terceiros e serviços do sistema financeiro, no montante de R$ 13,4 milhões; adicionalmente, houve redução na rubrica de comissões e custos de preparação e digitação de proposta de negócios de operações de crédito no valor de R$ 110,7 milhões, totalizando redução de custos de R$ 124,2 milhões. Tudo isso é resultado do esforço do Mercantil do Brasil no gerenciamento de custos e despesas na sua incansável busca por maior produtividade.


Fruto do vigoroso programa de ajustes desenvolvido, o Resultado Operacional apresentou crescimento expressivo de 63,2%, alcançando R$ 204,2 milhões, ante R$ 125,1 milhões de 2017.